Pois é amigos mais um tema que me incomoda bastante e me afecta directamente.
Certamente viram na TV numa destas semanas passadas um protesto aqui pelas minha bandas, um protesto pacifico que nós aqui pela zona raiana só queremos paz (páz-páz-páz-páz-páz), referente ao fecho das urgências médico-cirugicas do Hospital Distrital de Chaves passando a ser urgência básica.
Quem não conhece a zona até pode pensar que Chaves vai ficar perto de Vila Real agora com a A24, na realidade até vai ficar +- a uns 30min quando acabarem de construir a ponte de Vila Pouca, mas Chaves não é só cidade existe um concelho bastante grande e com estradas com poucas rectas, além de este hospital servir pelo menos mais 4 concelhos dos arredores (Montalegre, Valpaços, Boticas e Vila Pouca). Existem pessoas que ficam a mais de 30min do hospital. Agora somando bem o tempo demoram pelo menos na melhor das hipóteses 1h de viagem sem contar o tempo que têm de passar até ao diagnóstico.
Desde a manifestação que tenho pensado bem se realmente nos vai afectar ou não, o que é certo é que vai, mas além de nos afectar o que me leva a por este post nem é bem o que afecta a retirada das urgências ou não, mas sim como a gente do interior é tratada.
O interior cada vez é mais interior e isolado, falo pela minha cidade que aos poucos nos retiram tudo o que pode trazer e atrair gente para viver cá. Eu até certo ponto culpo os “fech’á roda” (explicarei mais tarde porque se chamam assim os de Vila Real), por ser capital de distrito bloqueia grande parte do investimento e da vinda de algumas infraestruturas como é o caso de mais cursos universitários. A nível pessoal não tenho nada contra o pessoal de Vila Real, mas o que é certo é que Vila Real é uma aldeia com universidade, é um atraso de vida.
Adiante…..
O que eu acho resumindo é que quem faz as lei e assina diligências, quando o faz não olha certamente para o mapa. Desde pequeno me pergunto se não valia a pena mais ser espanhol.
Março 7, 2007 at 11:15 am
Na minha terra (não a que vivo, mas a que será sempre a minha terra), existe um problema idêntico.
É verdade que as urgências lá já funcionam de forma vergonhosa, mas não é menos verdade que sempre que algo de grave acontece, as pessoas recebem ali os primeiros socorros e seguem para o hospital distrital. O que acontece com o encerramento das urgências, é que, quem ali vive , tem que fazer cerca de 30 Km para chegar às “novas” (direcção oposta ao hospital distrital para onde serão transferidos no caso de ser realmente um caso grave). O que acontece na prática no caso dos meus pais, que perdoem-me o egoísmo, é o que mais me preocupa, é que em vez de fazerem 30 Km para receber assistência condigna, vão percorrer cerca de 90Km… pergunto-me se num caso verdadeiramente urgente, pq é nesses que a questão se coloca, se chegarão a tempo…